domingo, 25 de julho de 2010

Paz

O despertador tocava sua musiquinha irritante de todas as manhãs.
Era sábado, portanto um pouco mais tarde que o normal. Oito e dez. Levantou da cama, mas logo sentou-se. Cansaço.
Mexeu o pescoço, o fazendo estralar algumas vezes. Ergueu os olhos para a parede num ato quase inconsciente.
Havia um palavra nela. Paz. P-A-Z Ausencia de conflito, calma, tranquilidade.
Era disso que precisava. Precisava relaxar em algum lugar. Um lugar que se mostrasse seguro. E ele sabia onde era, a necessidade era maior que qualquer coisa. Trocou a roupa e saiu do quarto. Então, quando ia sair de casa, percebeu que algo estava errado. Fácil demais sair de lá. Mesmo assim, deu de ombros e foi para dentro do carro.
As ruas estavam normais para um sábado de manhã, foi simples chegar ao local desejado.
Entrou na pequena casa e jogou o casaco pro lado fazendo-o cair sobre o sofá.
Por algum motivo –e ele sabia qual era, lá ele sentia bastante livre. Lá não era sua casa; lá era seu lar.
Foi para a cozinha onde encontrou ela sentada em uma cadeira, com os pés sobre a mesa, lendo.
Quando ela percebeu sua presença, fechou o livro, o olhou e falou:
- Chegou cedo, vida.
-É. Não dava pra aguentar, você é importante demais. –A mulher levantou-se e,ficando nas pontas dos pés, beijou-lhe a testa e depois o conduziu novamente para a sala e, sentando-se no sofá, o fez deitar a cabeça em seu colo e acariciou seus cabelos.
Ele virou a cabeça para olhá-la e tocou seu rosto. Se pudesse permanecer ali para sempre... Ele dela, ela dele. Sempre.
Ele ainda não sabia muita coisa dela, mas o que sabia e o que descobria em cada semana que acabava só o fazia a amar mais.
Estar com ela era épico. Era seguro. E era apenas isso –ela, que lhe trazia paz.
-Vai voltar semana que vem, não é?
-Claro. Sempre volto. Pra ti e por ti. Paz só tenho em teus braços, meu anjo.
FIM

Teve umas pessoas que acharam que eu "humilhei". Medo delas.

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